terça-feira, 4 de setembro de 2007

Cidade Baixa

Devo desculpas ao Gordo (Roberto), ao Bozó (Vinicius), ao Nego (Alexandre), ao Biro (Menino Monstro), ao Cabeça (Fernando), ao Gabriel e a todos os desgraçados de Ipanema, que sempre me obrigavam a passar o final de semana na Cidade Baixa. Acho que todos vocês sabem que só os acompanhava no Mr Dam, porque gosto muito da parceria.

Detestava chegar naqueles inferninhos e ter que atravessar uma lagoa de mijo para chegar no mictório. Isso sem falar naquele aspecto comunista-chic, com a macharada usando barbas mal cuidadas, ou das mulheres com longas madeixas em lugares menos apropriados. Tudo para manter um visual underground pseudo-cool que a gauchada aprecia tanto.

Me lembro de ser crucificado quando dizia que preferiria frequentar lugares cujo visual fosse mais bonitinho, com ambiente decorado e opção de beber um vinho. Fui taxado de burguês, algumas vezes. Tudo porque refinei meus hábitos noturnos.

Bom galera. Agora eu voltei para a turma. Aqui em Berlim o negócio é ser escroto. Bar bom é aquele com menos de 20 pessoas, paredes imundas, prédio velho e banheiro sujo. E o mais impressionante é que estou gostando muito. Tudo bem, aceitarei essas críticas que dizem que só achei legal porque é na Europa. Não teria como negar essa afirmação. Ela realmente reflete a realidade. Aqui no velho mundo o feio é mais bonito.










Acreditem, aqui dentro rola uma festa.

Nessa terra, os prédios antigos tem alguns séculos de distância da Cidade Baixa gaúcha. Além de ornamentos trabalhados nas paredes, candelabros do inicio do século passado, pé direito de quase 3 metros e meio e mobília mais velha que minha amada avó, existe algo diferente nesse mundo tardívago. E acho que todos vocês também se sentiriam atraídos por esse elemento especial que está em toda parte. Esse algo mais que me emociona e me conduz para regiões menos afáveis, se chama história.

É muito maluco imaginar que estou bebendo uma deliciosa cerveja no Kreuzberg, em um prédio abandonado da antiga Alemanha Oriental. Onde uma resistência armada se preparava para furar um bloqueio comunista. Ou então uma família planejava uma fuga para o outro lado do muro, numa tentativa de reunificar laços divididos no pós-guerra. Isso sem falar em apartamentos mais antigos, onde judeus foram obrigados a deixar tudo para um futuro sombrio. Todo esse peso histórico fica marcado em cada centímetro de concreto.

E não vou entrar no mérito da cerveja. Aí sim seria covardia. Comparar qualquer clara alemã com a Polar é sacanagem. Até porque não é só Pilsen que eles oferecem. Se preferires pode passar a noite escolhendo diferentes sabores de cerveja. Infelizmente meu paladar não é tão apurado. E acho que nem meu fígado aguentaria.











Essa kombosa vira um bar.

Bom galera. Agora que já me justifiquei e provei que posso ser chinelão, quero combinar uma coisa com vocês. Da próxima vez que eu for para Porto Alegre, me levem para sair em outro lugar. Preciso respirar novos ares. Já estou com a minha cota de Cidade Baixa bem preenchida aqui de Berlin.

4 comentários:

Alexandre disse...

Grande Marcão....
Ja deixas saudades em terras tupiniquins , aqui fala teu amigo paulista.

Cada coisa bacana que acabei de ler! torço para seu sucesso , ai e sempre.
Te cuida , viu parceiro?
Abração!

Juba disse...

Combinado. Ao voltares, te levamos para sair em barzinhos menos citabaixinos, como por exemplo a Golden Night do Dado ou o pagodinho do Chalaça!

Bjk.

Juba e Kika, M+A.

Vinicius disse...

Bixa loca!!!!
Te larga pra fora e começa a gostar!!!

Mas eu quero saber na real é da festas de Musica eletronica ai na banda?!???

Abração!!!!

Vico.

Negus disse...

é um bundão mesmo...vai ver q o mijo desse alemão é mais cheiroso!!! tu vai ver os pardieiros q vamos te arrastar quando tu pisar aqui denovo!!! hehe
abraço ae desbravador...